
Para os verdadeiros amantes de um dos mais belos estilos musicais de todos os tempos, a impressão é que de uns tempos para cá, o mencionado estilo teria sumido, evaporado no ar.
Bom, eu sou parcial para falar do assunto pois sou amante incondicional de música e, muito mais quando se trata de rock.
Claro que durante minha vidinha aprendi que rock não é tudo na música. Aprendi a apreciar jazz, blues, pop, metal, música erudita e vários outros estilos. Mas como falei, o rock sempre predominou em minha biblioteca musical. Ser um bom músico é aprender a tirar o melhor dos outros estilos e adaptar ao seu, afinal, nunca se pode perder sua particularidade como profissional na área da música, esse é o ponto.
Voltando ao objetivo da conversa, existe resposta correta para a pergunta "o rock morreu?"? Não. E nem teria como ter resposta certa, afinal, cada um tem o seu ponto de vista do que pode ser bom hoje em dia. Nós humanos, gostamos muito de rotular e separar/especificar em estilos; músicas, culturas e condutas. É perfeitamente natural, isso que nos torna únicos.
Entretanto ao analisar o contexto como um só, "nada existiria sem o que existiu antes" e, não foi o movimento do rock'n'roll que deu início a tudo. As manifestações culturais compreendidas nos dias de hoje como música, se deram antes de Cristo. Então, como já mencionado na descrição do blog, difícil discutir a real origem e o quão velha é a música.
Agora, fica mais fácil se pegarmos o movimento intitulado como Rock and Roll.
O rock and roll surgiu nos subúrbios dos Estados Unidos no final dos anos 1940 e início da década de 1950 e rapidamente se espalhou para o resto do mundo. No começo o novo subgênero do rock sofreu várias críticas negativas e algumas positivas, mas sempre atrapalhando seus trabalhos. Muitos diziam que o novo rock,incentivava o satanismo. Suas origens imediatas remontam a uma mistura entre vários gêneros musicais populares da cultura negra naquele momento, incluindo o rhythm and blues, o country e o western. Em 1951, na cidade de Cleveland (no Estado do Ohio), o discotecário Alan Freed começou a tocar rhythm and blues para uma plateia multi-racial e a ele é creditado a primeira utilização da expressão "rock and roll" para descrever a música. (http://pt.wikipedia.org/wiki/Rock#Rock_and_roll Acessado em 11/05/2011)
Em 1951, em Cleveland, Ohio, o DJ Alan Freed começou a tocar rhythm and blues para uma audiência multi-racial. Freed é creditado como o primeiro a utilizar a expressão 'rock and roll' para descrever a música. No entanto, o termo já tinha sido introduzido ao público dos EUA, especialmente na letras de muitas gravações rhythm and blues. Três diferentes canções com o título 'Rock and Roll' foram gravadas no final dos anos 1940: uma em 1947 por Paul Bascomb, outra por Wild Bill Moore, em 1948, e ainda outra em 1949 por Doles Dickens, e a expressão estava em constante uso nas letras de canções R&B da época. Um outro registo onde a frase foi repetida durante toda a canção foi em Rock and Roll Blues, gravado em 1949 por Erline 'Rock and Roll' Harris.
A expressão foi também incluída nos anúncios para o filme Wabash Avenue, estrelado por Betty Grable e Victor Mature. Um propaganda para o filme que circulou em 12 de abril de 1950 anunciou Ms. Grable como …the first lady of rock and roll e Wabash Avenue como …the roaring street she rocked to fame.
Até então, a frase rocking and rolling (balançar e rolar), conforme uma gíria laica negra para dançar ou fazer sexo, apareceu em gravações pela primeira vez em 1922, na canção My Man Rocks Me Com Um Steady Roll, de Trixie Smith. Mesmo antes, em 1916, o termo rocking and rolling foi usado com uma conotação religiosa, no registro fonográfico de The Camp Meeting Jubilee, gravado por um quarteto masculino desconhecido.
A palavra rock teve uma longa história no idioma inglês como uma metáfora para to shake up, to disturb or to incite ("sacudir, perturbar ou incitar"). Em 1937, Chick Webb e Ella Fitzgerald gravaram "Rock It for Me", que incluía na letra o verso So won't you satisfy my soul with the rock and roll. (Então, você não vai satisfazer a minha alma com o rock and roll.). Rocking era um termo usado por cantores negros gospel no Sul dos Estados Unidos para dizer algo semelhante ao êxtase espiritual. Pela década de 1940, no entanto, o termo foi usado como um duplo sentido, referindo-se pretensamente a dançar, mas também com o significado de implícito de sexo, como em "Good Rocking Tonight", de Roy Brown.
O verbo roll era uma metáfora medieval que significava ter relações sexuais. Durante centenas de anos, escritores têm utilizado expressões como They had a roll in the hay ou I rolled her in the clover. Os termos eram muitas vezes utilizados em conjunto (rocking and rolling) para descrever o movimento de um navio no mar, por exemplo, como na canção Rock and Roll, das Irmãs Boswell, em 1934, que apareceu no filme Transatlantic Merry-Go-Round' (literalmente, Transatlântico Carrossel), naquele mesmo ano, e na canção "Rockin 'Rollin' Mama", de Buddy Jones, em 1939. O cantor country Tommy Scott se referia ao movimento de um trem na ferrovia em Rockin e Rollin, de 1951. (http://pt.wikipedia.org/wiki/Rock_and_roll#Origens_da_express.C3.A3o Acessado em 12/05/2011)
Destas ramificações surgiram renomados profissionais, das "épocas mais remotas", tais como Jerry Lee Lewis, Little Richard, Chucky Berry, Jimi Hendrix e outros.
O movimento foi se expandindo e novas bandas foram formando-se, levando o movimento à frente, claro que cada uma com o seu estilo, mas sempre com o gostinho do rock puro. Elvis Presley, The Beatles, The Who, Rolling Stones, Deep Purple, Pink Floyd, Aerosmith, AC/DC, The Doors, Guns N' Roses, Skid Row, Whitesnake e várias outras. Ficar citando aqui levaria dias.
Como já falei, e gostaria de repetir, cada banda fez o seu estilo tendo como base o rock, consolidando novas harmonias e sonoridades para todos os gostos.
Mas e hoje? O movimento continua forte como foi nas décadas anteriores? SIM e não. O movimento em si, mais foi visto como uma manifestação de protesto em forma de acordes, melodias e letras agressivas, contra os problemas enfrentados pelos cidadãos na época. Hoje, protestar não adianta nada ao meu ver, o máximo que o cidadão vai ganhar é um tiro na cara ou ir preso, o que nada resolve. Para isso existem outros meios...
A manifestação através da música, nada mais é, na minha nobre opinião, do que fazer os "instrumentos falar". Expressar sentimentos, sejam estes bons ou ruins, ou simplesmente contar uma história com uma música. Apesar de algumas músicas realmente não ter qualquer sentido lógico ou racional levando em conta a letra delas, é pela sua harmonia que se pode realmente sentir o que o cara que estava atrás dos microfones no estúdio queria "dizer". Essa é uma questão de análise crítica e minuciosa, que deve ser feita para se chegar à conclusão proposta.
E nesse aspecto, muitos músicos e bandas dos dias de hoje, fizeram jus ao título de bom profissional. Gostaria de citar alguns dos quais mais aprecio o trabalho. Porém, gostaria de deixar consignado aqui, que esta é a minha opinião pessoal.
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| Noel e Liam Gallagher |
Oasis, uma das bandas que eu mais gosto, e uma das que se pode considerar "nova". Apesar do seu recente término devido às desavenças ocorridas entre os irmãos Gallagher, considero ela uma das melhores bandas de todos os tempos. As letras, em sua maioria, são uma "viaagem", porém, algumas se escapam, e estas são perfeitas. Eles conseguem combinar a melodia, harmonia e musicalidade em uma perfeita consonância agradável e ao mesmo tempo, o fazem com agressividade. Isso é essencial. Óbvio que não é puro rock n' roll. Como toda banda "moderna" os caras se renderam e compuseram várias músicas rotuladas como pop, porém, sem deixar de perder a essência do movimento. Recomendo muito conhecer melhor o trabalho dos caras, que não é pouca coisa. Oasis não é só Wonderwall.
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| John Mayer |
Outro sujeito que tem prendito muita a minha atenção e ocupado bastante espaço no meu iPod é John Mayer. Seu estilo é compreendido como mais light. Conheci as músicas de John pelo seu álbum Continuum e comecei a pesquisar mais. Não me arrependi. Ele é o tipo de cara que consegue fazer uma mistura muito interessante que envolve o próprio rock, um grande toque de blues, outro toque de pop e ainda o som agradável do violão. As letras são expressivas, agradáveis e belas. O conjunto perfeito para o meu gosto e, acredito que também para muitos. Uma das canções que eu mais gosto, que inclusive não é composta originalmente por ele, é Bold as Love, originalmente gravada pela banda The Jimi Hendrix Experience. Eu simplesmente fico abismado com a qualidade da produção de John. Ele conseguiu interpretar a música fielmente e ainda, adicionar o seu toque pessoal, dando uma nova roupa à música.
Felizmente música existe para todos os gostos. Outra coisa, por favor, não pensem que as "modinhas" vão abalar, abafar ou destruir o movimento. Respeite cada um com o seu estilo. Os verdadeiros amantes do rock, nunca o abandonarão. Sou um exemplo vivo! Consigo conviver com muita música ruim todos os dias tranquilamente e nunca deixei de apreciar e principalmente, priorizar os meus gostos pessoais. Ser correto, ser um bom cidadão, um bom amigo, é saber respeitar o próximo, mesmo que os gostos e atitudes destes sejam abismais para você.
Então, para finalizar, posso não ter sido muito objetivo no post, mas ao meu ver O ROCK NÃO MORREU E JAMAIS MORRERÁ enquanto nós, apreciadores desta cultura o levarmos adiante. Para comprovar isso, basta procurar as inúmeras bandas de garagem pelo mundo inteiro, que não desistem desta paixão. Óbvio que a minha opinião está longe de ser predominante ou sequer correta. Para os mais ortodoxos posso ter falado muita bobagem, mas o bonito da coisa é isso, cada um ter a sua opinião, valores e crenças, com a condição de respeitar a do próximo.
Um grande abraço a todos!